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Em um único lançamento, programado para 2030, a China pretende mandar duas espaçonaves para o Sistema Solar externo: uma sonda maior, destinada a Júpiter e suas luas, e outra mais modesta, para investigar Urano.
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Denominada Tianwen 4, a missão será lançada em um foguete Long March 5 e usará um sobrevoo em Vênus e dois na Terra para impulsionar o veículo, antes de disparar as sondas e definir o curso para seus respectivos alvos.
Detalhes do projeto foram apresentados por Wang Qiong, pesquisador do Centro de Exploração Lunar e Engenharia Espacial da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), no Congresso Astronáutico Internacional 2022, em Paris, na quarta-feira (21).

Segundo Qiong, a nave responsável por estudar o sistema de Júpiter eventualmente entrará em órbita ao redor da lua Calisto para uma investigação detalhada das luas galileanas (os quatro maiores dos 79 satélites naturais do planeta). Já a outra sonda pode pegar “carona” em um asteroide. Mas, nada disso é dado como certo. “Os objetivos científicos ainda estão sendo considerados”, disse o cientista em entrevista ao site Space.com.
Anteriormente, por exemplo, a CNSA estava considerando o uso de um módulo de pouso na lua Calisto, mas Qiong diz que o conceito mais recente inclui apenas um orbitador, sem nenhum lander.
A China lançou sua primeira missão interplanetária independente em 2020, enviando o orbitador Tianwen 1 e o rover Zhurong para Marte. Em seguida, virá a missão Tianwen 2, esperada para 2025, que tem por objetivo colidir com o pequeno asteroide próximo à Terra Kamo’oalewa para coleta de amostras, além de uma visita posterior a um cometa do cinturão principal.
Tianwen 3, por sua vez, será uma complexa missão de retorno de amostras de Marte que poderá decolar a partir de 2028 e entregá-las à Terra antes do planejado pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA).
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Qiong disse que essas missões e os planos para construir uma Estação Internacional de Pesquisa Lunar na década de 2030 visam “promover a utilização de recursos humanos para criar um novo padrão de cooperação internacional na exploração espacial e fazer contribuições para o uso pacífico do espaço”.
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