Em meio aos recordes de temperatura registrados no hemisfério norte do planeta, algo ainda mais sombrio está dizendo que o planeta não anda “muito bem de saúde”. Estamos falando de um alerta do Relógio do Clima, um enorme e sinistro relógio de 24 metros de altura, que fica na Union Square, em Nova York, Estados Unidos.

Ele faz uma espécie de contagem regressiva para o mundo, que precisa urgentemente resolver os graves problemas com as mudanças climáticas. Antes que tudo fique ainda mais terrível para a humanidade – e claro, para todas as demais formas de vida que existem em nosso planeta.

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Está muito quente

A Terra está cerca de 1,1 grau Celsius mais quente atualmente do que estava antes da Revolução Industrial. Isso graças às emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis.

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Como resultado, ondas de calor mais intensas, incêndios florestais, tempestades e aumento do nível do mar. Para termos uma ideia ainda maior sobre essa “quentura” toda, a NASA revelou que junho de 2023 foi o junho mais quente já registrado nas medições históricas.

Já na China foi registrado o dia mais quente da história do país. Em 16 de julho, a temperatura por lá alcançou absurdos 52,2 graus Celsius!

Clima chegando ao fim dos tempos

O Relógio do Clima mostra quanto tempo resta antes que as emissões contínuas de CO2 atinjam pelo menos 1,5 grau de aquecimento global. Este é um limite fundamental para as metas climáticas globais sob o Acordo de Paris.

O tempo que resta no relógio está caindo para menos de seis anos. Ele reflete dados do Instituto de Pesquisa Mercator sobre Bens Comuns Globais e Mudanças Climáticas (MCC), que fica em Berlim, Alemanha. Esses menos de seis anos são, em específico, o tempo estimado para a humanidade mudar totalmente de postura em relação às emissões de dióxido de carbono.

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Via The Verge

Imagem: Eugene Shelestov / Pexels / CC