Nesta sexta-feira (20), às 02h49 da manhã (pelo horário de Brasília), Mercúrio iniciará uma fase que os astrônomos chamam de “conjunção solar superior”, passando entre a Terra e o Sol, de quem vai se aproximar a cerca de 63,5 milhões de km – o que equivale a 42% da distância entre a estrela e o nosso planeta.

De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para um corpo planetário chegar à mesma posição relativa ao Sol, quando observado a partir do nosso planeta – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.

Configuração do céu no exato momento da conjunção solar superior de Mercúrio, nesta sexta-feira (20). Crédito: SolarSystemScope

Na aproximação máxima com o Sol, Mercúrio vai estar em uma separação de apenas 0°47′ do astro, tornando-se inobservável por um longo período, enquanto estiver imerso na luminosidade solar. Essa fase marca o “desaparecimento” do planeta no céu noturno e sua transição para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.

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Mas, quando ele volta a poder ser observado? Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, Mercúrio retorna à paisagem celeste por volta do dia 5 de novembro.

Mercúrio vai estar mais próximo da Terra

Mercúrio também passará pelo perigeu – seu ponto mais próximo da Terra – quase ao mesmo tempo, atingindo uma distância de 1,42 Unidades Astronômicas (UA) do nosso planeta.

Isso significa que o menor planeta do Sistema Solar estará a “apenas” 213 milhões de km de distância da Terra, o que o deixaria muito maior às nossas vistas, caso pudesse ser observado.

Vale destacar, a título de curiosidade, que Mercúrio tem uma característica que muitas pessoas desconhecem: uma cauda. Segundo a NASA, a fina atmosfera do planeta é composta principalmente de oxigênio (O2), hidrogênio (H2), hélio (He), potássio (K) e pequenas partículas de sódio (Na), que brilham quando excitadas pela luz solar. A luz do Sol também libera e separa esses átomos provenientes da superfície.