Auroras são formadas quando jatos de plasma, conhecidos como ventos solares, são disparados pelo Sol em direção à Terra transportando partículas radioativas que invadem a magnetosfera do planeta.

Cores padrão das auroras:

  • Verde: excitação de átomos de oxigênio na atmosfera por partículas de alta energia;
  • Vermelho: excitação de átomos de oxigênio na atmosfera por partículas de baixa energia em altitudes mais elevadas;
  • Azul e roxo: excitação de átomos de nitrogênio na atmosfera por partículas de alta energia;
  • Rosa: excitação de átomos de oxigênio na atmosfera por partículas de baixa energia em altitudes mais elevadas.

O campo magnético do planeta nos protege da radiação cósmica, mas o escudo é naturalmente mais fraco nas latitudes mais extremas, o que permite que o vento solar deslize pela atmosfera.

Conforme isso acontece, as partículas carregadas de radiação solar superaquecem gases, que então brilham de maneira vibrante no céu. Normalmente, as auroras parecem verdes, porque os átomos de oxigênio, que são abundantes na parte da atmosfera que o vento solar geralmente atinge, emitem essa tonalidade quando são excitados.

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Enquanto o oxigênio brilha verde, as cores azul e roxo são emitidas pelo nitrogênio. Dependendo da altitude e da potência dos elétrons envolvidos no processo, o oxigênio também pode emitir uma cor vermelha profunda, e o nitrogênio pode brilhar rosa.

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Desvendado o mistério das auroras laranja do Canadá

Como explicar, então, o tom laranja das auroras fotografadas sobre a Lagoa Sibbald, em Calgary, na província de Alberta, Canadá, na última quinta-feira (19)? O responsável pelos registros, Harlan Thomas, enviou as imagens para o portal de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, dizendo-se encantado.

“Esta foi a minha estreia fotografando auroras. O laranja era sublime, simplesmente incrível. Os pilares no centro ficaram lá brilhando por mais de 20 minutos”, descreveu o fotógrafo.

Consultado pela plataforma, o professor Kjellmar Oksavik, da Universidade de Bergen, na Noruega, explica que, teoricamente, o nitrogênio e o oxigênio na atmosfera da Terra até podem produzir emissões em comprimentos de onda alaranjados durante uma tempestade geomagnética. No entanto, essas emissões são muito fracas em comparação com outras cores produzidas pelas mesmas moléculas, sendo suprimidas.

Segundo Oksavik, na foto de Thomas não há nenhuma molécula na atmosfera produzindo auroras laranja. O que se vê, na verdade, é a sobreposição de auroras vermelhas e verdes, gerando essa terceira cor.

As auroras vermelhas são formadas por elétrons de baixa energia que colidem com o oxigênio atômico em altitudes entre 200 e 400 km acima da superfície. Quando elétrons de maior energia colidem com átomos de oxigênio entre 100 e 200 km de altitude, eles emitem fótons verdes.