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Com pouco mais de quatro meses desde a sua implementação, o PIX deverá subir de patamar em breve. Isso porque já existe uma proposta de PIX internacional, que deverá facilitar os pagamentos instantâneos para fora do Brasil e, consequentemente, aumentar as transações do tipo.

O projeto foi revelado por Lúcio Oliveira, Chefe de Subunidade no Departamento de Regulação Prudencial e Cambial (Dereg) do Banco Central do Brasil, durante o webinar “CP 79: A Evolução dos Facilitadores de Pagamento Internacionais”. “Estamos em fase de estudos e, no devido momento, teremos condições de avançar mais com este projeto”, afirmou o executivo durante a conferência.

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Segundo Oliveira, o Bacen estuda formas para reunir todas as três condições necessárias para viabilizar as transações instantâneas internacionais: a regulamentação do PIX, a regulamentação do câmbio e a infraestrutura com plataforma internacional que será responsável por operar o sistema.

Logo do PIX exibido em smartphone
PIX internacional depende de mudanças na legislação atual. Foto: Alexandre Tavares Silva/Shutterstock

Divulgado no ano passado, o edital de consulta pública 79/2020 é uma das iniciativas para a concretização do PIX internacional, já que apresenta “propostas de atos normativos que aprimoram a regulamentação do mercado de câmbio, considerando as inovações tecnológicas e os novos modelos de negócio relacionados a pagamentos e transferências internacionais”.

No entanto, o chefe do Dereg reforça que todo o processo está ligado à legislação atual e as condições deverão ser ampliadas somente após a aprovação do projeto de lei cambial.

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PIX impulsiona transações no Brasil

Embora o projeto para transações instantâneas internacionais não tenha um prazo definido para entrar em operação, é possível observar como o PIX foi bem recebido pela população brasileira.

De acordo com o relatório global da ACI Worldwide e GlobalData, o meio de pagamento desenvolvido pelo Banco Central impulsionou um aumento de 58% nas transações em tempo real realizadas no país em 2020.

Como consequência disso, o Brasil tornou-se o 8° país a realizar mais transações instantâneas no ano passado e registrou 1,3 bilhão de operações do tipo — desbancando até mesmo os Estados Unidos, que realizaram 1,2 bilhão de transações instantâneas.

Fonte: Convergência Digital