Uma usuária do aplicativo de relacionamento Bumble foi surpreendida com uma confissão um tanto estranha por parte de um pretendente. Após Robert Chapman, de Nova York, ter se gabado por sua participação nos ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro deste ano, a candidata a “crush” não apenas disse “Nós não combinamos”, como também o denunciou ao Departamento Federal de Investigação (FBI).

Robert Chapman relatou sua participação na invasão ao Capitólio em conversa via Bumble, aplicativo de relacionamento. / Divulgação FBI

Segundo informações do órgão, uma semana após o ataque, Chapman confessou no aplicativo sua participação na invasão ao centro legislativo americano e afirmou que conseguiu chegar ao Statuary Hall. Ele também teria dito que foi até entrevistado por veículos da mídia. Prontamente, a mulher entrou em contato com o FBI, fornecendo capturas de tela da conversa.

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Fotos de perfil de Chapman no Bumble foram comparadas com imagens de câmeras corporais de policiais que estavam dentro do Capitólio. / Divulgação FBI

Segundo investigadores, as fotos de perfil de Chapman no Bumble foram comparadas com imagens de câmeras corporais de policiais que estavam dentro do Capitólio. O nova-iorquino foi acusado de quatro contravenções, incluindo conduta desordeira em terras do Capitólio. Ele não apresentou defesa e seu advogado não respondeu a um pedido de esclarecimento sobre as acusações.

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Postagens sobre participação no evento dominaram as redes sociais

De acordo com os processos judiciais, Chapman também postou no Facebook antes do ataque ao Congresso que estava viajando para o “Distrito da Criminalidade”, referindo-se a Washington, DC. E, no dia do ataque, ele supostamente teria publicado “Estou dentro da p… do Capitólio”.

Postagens como essa nas redes sociais se tornaram lugar comum na investigação do motim. Em dezenas de casos ligados à invasão, os promotores citaram postagens de desordeiros do Facebook, Twitter, TikTok, Parler, Snapchat e outros sites e aplicativos onde se vangloriavam de seus supostos crimes.

Chapman foi preso na quinta-feira (22) e solto por um juiz federal do Distrito Sul de Nova York. A maioria dos réus do motim do Capitólio que não são acusados ​​de crimes violentos – incluindo Chapman – foram libertos da prisão antes do julgamento.

Fonte: CNN