Autoridades chinesas da cidade de Wuhan estão se organizando para realizar testes em amostras de sangue da população da cidade. Ao todo, existem mais de 200.000 amostras armazenadas no Centro de Sangue da cidade, que são usados para criar cenários da evolução da Covid-19.

O objetivo dos novos testes em amostras de sangue é tentar construir uma espécie de arquivo histórico, atualizado em tempo real, que pode ajudar a mostrar como os primeiros surtos da Covid-19 começaram e se espalharam, no que acabou se tornando a maior crise sanitária da nossa geração.

publicidade

Testar para rastrear

As amostras de sangue são consideradas como evidências potencialmente cruciais para a investigação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as origens do Sars-CoV-2, o vírus da Covid-19. Porém, até agora, nenhuma delas ainda foi testada ou examinada.

De acordo com autoridades da Comissão Nacional de Saúde da China, a espera se deu pela necessidade de aguardar uma espécie de período de carência. Esse período, de dois anos, foi necessário para garantir a integridade das amostras em casos de ações judiciais contra os doadores.

Hora de tirar o atraso

Pesquisadores desejam iniciar os testes o mais rápido possível. Crédito: Wikimedia Commons

Agora, com a aproximação do fim desse período de carência, os funcionários do Centro de Sangue de Wuhan começaram a se preparar para iniciar os testes. E os funcionários do laboratório agora não querem mais perder tempo e desejam começar os ensaios o mais rápido possível.

Leia mais:

“Isso fornece o mais próximo no mundo que vimos de amostras em tempo real para nos ajudar a entender o momento do evento do surto”, disse Yanzhong Huang, pesquisador sênior do Conselho de Relações Exteriores para saúde global, à rede de TV dos Estados Unidos CNN.

Para rastrear as origens do vírus, os pesquisadores pretendem examinar o exato momento em que as amostras de sangue começam a apresentar anticorpos contra o Sars-CoV-2. Isso seria uma indicação clara sobre quando e onde exatamente a pandemia começou.

Via: Futurism

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!