A Virgin Galactic, empresa aeroespacial do bilionário Richard Branson, afirma ter vendido “em torno de” 100 passagens para voos suborbitais desde que seu fundador realizou a primeira viagem comercial ao espaço, em julho deste ano.

A informação veio de uma conferência da empresa com acionistas e investidores, onde a Virgin entregou um relatório de faturamento que indica o valor de US$ 450 mil (quase R$ 2,5 milhões) por passagem – um valor consideravelmente acima do que pagaram alguns clientes no começo do projeto (US$ 250 mil, ou R$ 1,3 milhão).

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Richard Branson, CEO do Virgin Group, esteve no voo inaugural da Virgin Galactic, que entrou para a história como a primeira empresa privada a levar turistas ao espaço. (Imagem: Virgin Galactic/Reprodução)

Ao todo, segundo um porta-voz da companhia, foram vendidas 700 passagens.

“Estamos entrando em um período de aprimoramento da nossa frota, com um calendário certo para melhorar a durabilidade, confiabilidade e previsibilidade dos nossos veículos em preparação para o [lançamento do] nosso serviço comercial, no próximo ano”, disse o CEO da Virgin Galactic, Michael Colglazier. “A demanda por viagens espaciais está forte, e nós estamos vendendo passagens a um ritmo acima do que havíamos antecipado”.

Como você leu aqui no Olhar Digital, Richard Branson realizou o primeiro voo privado em direção ao espaço de 11 de julho de 2021. A decolagem foi realizada no Espaçoporto América, no Novo México, nos Estados Unidos. Sob as asas da “nave-mãe” VMS Eve, a VSS Unity alcançou a altitude de cerca de 15 mil metros até acionar seu próprio motor e chegar ao espaço em uma trajetória suborbital.

Durante o ponto mais alto da decolagem, o bilionário atingiu a microgravidade, que durou cerca de quatro minutos. Em seguida, foi realizado o pouso às 12h40. Com o sucesso do voo, Branson passou à frente de Jeff Bezos, da Blue Origin, por uma questão de alguns dias – Bezos viria a voar nove dias depois.

A venda de cerca de 100 passagens representa uma boa notícia para a Virgin Galactic, que desde e o voo de seu fundador vem enfrentando diversos percalços: a autoridade de aviação civil dos EUA (FAA) anunciou em setembro que investigaria o feito, afirmando que o retorno da nave usada na ocasião havia seguido um curso não estipulado. Paralelamente, um voo com a Força Aérea italiana – que usaria uma nave da empresa – acabou adiado quando testes de laboratório revelaram que alguns componentes a serem usados na missão estavam abaixo dos requisitos mínimos de qualidade e resistência.

Apesar do preço diferenciado, é bem provável que as diferenças tecnológicas empregadas entre as três empresas façam da Virgin Galactic a opção mais barata para interessados em voos espaciais: a SpaceX ainda está bem distante da oferta de voos comerciais, enquanto a Blue Origin, ainda que não tenha divulgado valores, provavelmente custará mais caro.

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