Só agora, um ano depois do lançamento oficial, dá para sentir que um novo Xbox foi lançado. Por quê? Porque agora a nova geração do console da Microsoft tem um ‘Halo’ para chamar de seu. Master Chief está de volta em ‘Halo Infinite’, que será lançado no próximo dia 8 de dezembro para PC Windows, Xbox One e aprimorado para Xbox Series S|X – com acesso através do Xbox Game Pass no primeiro dia.

Porém, a Microsoft liberou para a imprensa uma versão prévia do jogo, no qual pudemos experimentar o modo campanha single player. Desde seu primeiro anúncio, a 343 Industries prometeu que ‘Halo Infinite’ seria o jogo “mais ambicioso e expansivo” da franquia, e entregou a primeira aventura do Spartan em um cenário de mundo aberto, combinado com sequências cinematográficas que revigoram a série e a trazem para a nova geração.

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O enredo é ambientado aproximadamente 18 meses após os eventos de ‘Halo 5: Guardians’ (2015), e segue a história do Master Chief enquanto ele investiga o que aconteceu com Cortana e tenta impedir os mercenários Banidos (que apareceram pela primeira vez em ‘Halo Wars 2’). Ao seu lado, o Spartan John-117 tem uma nova inteligência artificial, a Arma, uma cópia da Cortana com parte dos seus dados. A ação acontece em Zeta, um mundo artificial em forma de anel que representa a última resistência da humanidade. Apesar de seguir uma estrutura de narrativa linear, ‘Halo Infinite’ abre a superfície do planeta para exploração do jogador.

A decisão da 343 Industries em colocar o foco da narrativa de volta no Master Chief é um presente para os fãs mais antigos da franquia. Controlando o Spartan o tempo todo, o jogador explora os segredos de Zeta Halo e investiga o que aconteceu ao UNSC e à Cortana enquanto o soldado estava perdido no espaço. Xbox e ‘Halo’ estão tão ligados que o lançamento de cada novo jogo da franquia parece um relançamento do console, e esse sentimento nostálgico, ainda mais forte em ‘Infinite’, se apresenta logo nas primeiras cenas, quando alertado por um aliado que enfrentará um exército inteiro só com uma pistola com uma única bala, Master Chief responde: “é o suficiente”. E sobe o som da clássica trilha!

A armadura Mjolnir de Master Chief lembra o design mais antigo, especialmente o utilizado em ‘Halo 3’, mas com um upgrade importante: um arpéu com corda que permite a exploração vertical muito mais fácil. O Spartan pode usar o recurso para escalar grandes alturas ou pular entre plataformas, além de golpear os adversários ou usá-lo para se aproximar deles.

O arpéu, assim como o escudo da armadura do Master Chief, pode passar por atualizações durante o jogo que agrega mais usabilidade para a ferramenta.  Para isso, é preciso recolher Spartan Cores encontrados em todas as missões principais e em Zeta Halo. No combate, é sempre importante lembrar de aproveitar todos os recursos da armadura da maneira que combina mais com seu estilo de jogo. O arpéu, por exemplo, pode ser usado tanto para evitar o fogo cruzado e se refugiar no alto, quanto para roubar o escudo de um adversário e torná-lo mais vulnerável.

Arma é a nova parceira do Master Chief em 'Halo Infinite'. Imagem: 343 Industries/Divulgação
Arma é a nova parceira do Master Chief em ‘Halo Infinite’. Imagem: 343 Industries/Divulgação

A partir da Missão 3, o jogador desbloqueia os postos avançados da UNSC que foram capturados pelos Banidos durante sua ocupação de seis meses em Zeta. Essas bases podem ser retomadas eliminando todos os inimigos associados ao local e ativando o pedestal na plataforma. Uma vez capturado, um posto avançado revela as principais estruturas inimigas na região, bem como forças locais da UNSC. Veículos podem ser ativados e até outros fuzileiros navais do UNSC podem ser convocados para acompanhar o Master Chief nas missões.

Resgatar soldados, capturar bases e destruir Torres de Propaganda rendem pontos de Bravura, um recurso cumulativo que serve para marcar o progresso do jogador na luta contra os Banidos. Com esses pontos é possível desbloquear novas armas, veículos e recursos dos postos avançados. É uma dinâmica que lembra muito os jogos da série ‘Far Cry’, que também são de tiro em primeira pessoa e exploram um mundo aberto. No caso de ‘Halo’, a franquia sempre flertou com esse conceito, com o protagonista passeando para lá e para cá de Warthog, mas em ‘Infinite’ ele é finalmente aplicado – e com total sucesso.

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“O jogo foi construído a partir da história, para que ela trouxesse uma razão para você explorar esse mundo gigantesco”, explica o diretor criativo Paul Crocker, que fez algo parecido em outro projeto na qual trabalho, a trilogia ‘Batman: Arkham’. “Estruturalmente, a história que está guiando o jogador e liberando a próxima coisa a ser feita, mas é fundamental que o usuário não sinta a necessidade de seguir com o enredo, e fique à vontade para desviar e encontrar mais conteúdo”, afirma.  

A não-linearidade das missões paralelas também ajudam a construir a “lenda” do Master Chief como o maior soldado da galáxia. Claro, em jogos anteriores você já desafiava hordas de inimigos de peito aberto, mas em ‘Infinite’ o Spartan John-117 vira quase um Snake de ‘Metal Gear’: você pega os alienígenas desprevenidos na sua base, derrota todos usando técnicas avançadas e domina o local, diminuindo a vantagem do adversário. No meio do caos, alguns dos membros dos Banidos chegam a fugir aterrorizados antes mesmo do conflito. O oposto acontece quando você morre, e ouve os inimigos fazendo pouco do seu cadáver e se gabando.

Mas ecos dos ‘Halo’ originais ainda podem ser sentidos em certas áreas que funcionam como “dungeons”, e possuem uma estrutura mais linear. “Quisemos manter o legado de ‘Halo’ com missões que remetam aos primeiros jogos. Então temos bases enormes dos Forerunners que parecem mais com o que o jogador está acostumado a ver na série. Mas por fora, há esse mundo enorme a ser explorado”, conta Crocker.

O mundo de Zeta é enorme em 'Halo Infinite', e o jogador é convidado a explorá-lo. Imagem:  343 Industries/Divulgação
O mundo de Zeta é enorme em ‘Halo Infinite’, e o jogador é convidado a explorá-lo. Imagem: 343 Industries/Divulgação

A própria equipe da 343 Industries não gosta de definir ‘Halo Infinite’ como um jogo de mundo aberto. “Há muitos jogos nesse estilo por aí e certa expectativa de quais elementos eles devem ter, que não combinam com nossa ideia”, avalia o diretor de arte, Justin Dinges. “Não entramos nesse projeto pensando em fazer o melhor jogo de mundo aberto do mundo, mas sim o ‘Halo’ mais divertido que poderíamos fazer. Então usamos a base da série, que é o sandbox e a narrativa, mas reforçamos o elemento sandbox e nos afastamos mais da linearidade. Muitas coisas descartamos no caminho por não parecer ‘Halo’ o suficiente, e o resultado é um ‘Halo’ mais amplo”, completa.

‘Halo Infinite’ está disponível em pré-venda, com lançamento para o dia 8 de dezembro, para Xbox Series X|S, Xbox One e PCs com Windows 10 por R$ 249. O game estará disponível no dia do lançamento para assinantes do Xbox Game Pass. A cópia que foi usada nesse previu foi rodada em um Xbox Series S e gentilmente cedida pela Microsoft.

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