Os primeiros supercarros Battista, da Automobili Pininfarina, serão entregues no início do ano que vem, e a fabricante italiana vem dando andamento nos últimos testes da poderosa e elétrica máquina. Com uma bateria de 120 kWh (projetada pela equipe de Fórmula E da Rimac e da Tech Mahindra), 1.900 cavalos e 2.300 Nm, cada uma das 150 unidades limitadas do veículo custará algo em torno dos 2,4 milhões de Euros (R$ 15,3 milhões em conversão direta).

Veículo sendo testado na pista
Imagem: Reprodução/Motor1

O ex- piloto de Fórmula 1 e piloto de testes da Pininfarina, Nick Heidfeld, é um dos envolvidos no processo de testes do EV. Recentemente, Heidfeld colocou o Battista para correr na estrada e na pista.

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Antes de cair na estrada, o supercarro da Pininfarina foi calibrado usando milhares de quilômetros de simulação de software. O processo focou principalmente nos modos de direção do supercarro elétrico e na sintonia fina da experiência de direção sob os diferentes modos.

Piloto Nick Heidfeld
Imagem: Reprodução/Motor1

Uma máquina Furiosa

O carro de produção considerado “o mais potente de todos os tempos da Itália” tem cinco configurações de direção: Pura, Calma, Enérgica, Furiosa e Personalizada). Os três primeiros são voltados para uma potência reduzida, ficando a cargo do modo Furiosa explicitar a “fúria” do veículo.

“O efeito da aceleração é completamente alucinante”, comenta Nick Heidfeld. “Este carro de estrada corre mais rápido do que um carro de Fórmula 1, e no modo Furiosa, eu ficava com um grande sorriso no rosto todas as vezes”, disse o piloto após seus testes no volante do Battista.

Supercarro elétrico Battista
Imagem: Reprodução/Motor1

Testes que arrancam sorrisos

Thomas Hellmanzik, produtor da revista alemã Auto Motor und Sport, também abriu um sorriso de orelha a orelha quando testou o supercarro elétrico da Pininfarina. O rapaz citou, por exemplo, o trabalho dos músculos do rosto quando voou no Battista no modo Furiosa. Confira as cenas (e as expressões maravilhadas de Hellmanzik) enquanto controlava o pedal do acelerador da máquina italiana.

As impressões foram de um manuseio esportivo, apesar do supercarro pesar 2,2 toneladas (mesmo com um corpo totalmente em carbono). Foi possível sentir que o baixo centro de gravidade e a distribuição de torque do motor ocultavam um peso 600 a 700 kg maior que o de muitos outros carros superesportivos.

Só sua bateria refrigerada a líquido na parte inferior da carroceria pesa mais de 700 kg. Ela oferece uma potência de carga de até 250 kW e a capacidade líquida é de bons 115 quilowatts-hora. Em simulação WLTP, o alcance do Pininfarina Battista fica por volta dos 500 quilômetros, pelo menos no modo de economia de energia Calma.

Palma, palma. Não priemos cânico

 Hellmanzik sorrindo
Imagem: Reprodução/Auto Motor und Sport

Mas, ao invés de calma, Hellmanzik mostrou um semblante em “pânico” quando olhou para o velocímetro do Battista marcando mais de 240 km/h na reta mais longa em seu teste. Claro, foi um “pânico do bem” (que talvez teria sido amenizado se estivesse tocando ao fundo uma ópera de Verdi). Mesmo vendo o ponto de frenagem distante, o rapaz achou por bem desacelerar o supercarro (vai que…).

Quanto à vibração, parece corresponder aos objetivos dos desenvolvedores de manter o carro o mais estável possível. Com frenagem pesada, parece que há ainda algum trabalho a fazer. A priorização da estabilidade de direção também significa que a Pininfarina não está planejando um modo de drift como o do modelo irmão Rimac Nevera.

Pininfarina Battista
Imagem: Reprodução/Auto Motor und Sport

Os testes do Battista ainda mostraram um potencial excelente do sistema em curvas acentuadas. Por trás disso, está um algoritmo de controle complexo que, ao que tudo indica, ainda não foi finalizado. Outros pequenos detalhes notados nos testes estão no controle de estabilidade eletrônico (ESP).

Na cabine, foram encontrados três monitores voltados para o motorista, com resolução decente, mas não muito alta. O pequeno, atrás do volante, foi fácil de ler, segundo as impressões, enquanto que os outros são cobertos em pedaços grandes pelo volante.

Por fim, como se viu nos testes do elétrico Battista da Pininfarina, o supercarro oferece uma direção extremamente esportiva, mesmo sobre pneus normais Michelin e sendo tão pesado. A máquina deverá concorrer com o Rimac Nevera e o Lotus Evija e também traz como especificação de fábrica um alcance de 0 a 300 km/h em menos de 12 segundos.

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