Fabricante chinesa Nio quer fabricar celulares para acompanhar seus carros

CEO da NIO acredita que os proprietários querem celulares que se conectem melhor aos veículos da marca, criando um ecossistema coeso
Lucas Berredo, editado por Nick Ellis 04/04/2022 16:28, atualizada em 26/12/2022 17:11
Sedan elétrico Cio ET5

Depois de lançar o sedã ET7, a NIO considera fabricar celulares para atender a demanda de usuários interessados em tecnologia. À agência de notícias chinesa Sina, o CEO William Li afirmou que os proprietários querem smartphones que se conectem melhor aos veículos da marca. Por isso, a necessidade de construir um ecossistema de produtos e serviços nos moldes do que faz a Apple — embora ele admita que, em princípio, a ideia não seja a de concorrer com as grandes fabricantes de celulares.

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“Fabricar um telefone é fácil, mas fabricar um bom telefone é um desafio”, destacou Li, que vê o celular como um utilitário ligado ao carro.

Ainda segundo o executivo, o projeto se encontra em fase de desenvolvimento, portanto, ainda não possui previsão para ser lançado.

A NIO, particularmente, vive um momento de expectativa após quase quebrar no início da década. Neste ano, de acordo com o banco Credit Suisse, seu volume anual de vendas deve atingir 150 mil unidades. É esperado ainda que, até dezembro, além dos sedãs ET7 e ET5, a fabricante produza quatro SUVs elétricos: o ES8, ES6, o EC6 e um outro sem nome.

A NIO espera também dobrar sua capacidade de produção na planta de Hefei, no leste da China, para 240 mil unidades. Com turnos extras de produção, é possível ainda chegar ao número de 300 mil carros por ano, segundo a montadora, que prepara o lançamento de uma segunda fábrica na cidade.

NIO ET7, sedã de luxo chinês
NIO/Divulgação

Empresas de celulares na indústria automotiva

NIO e Faraday Future, que também pensa em produzir celulares, são as únicas montadoras até então que quiseram entrar na indústria das telecomunicações. O movimento inverso, porém, se tornou tendência.

A começar pela Apple e seu Apple Car, empresas de celulares querem ir além de tablets e laptops na hora de construir periféricos para seus produtos. Faz sentido, afinal, para elas produzirem automóveis, dado o fato de os últimos estarem cada vez mais saturados com sensores de IoT e tecnologia inteligente — em 2030, o software também vai ocupar quase 90% das inovações embarcadas no carro, segundo previsões da IBM.

 A Sony, recentemente, anunciou um carro elétrico com LiDAR e conexão 5G, enquanto a Foxconn, fabricante de eletrônicos da Apple, apresentou três protótipos de veículos elétricos: um sedã, um SUV e um ônibus.

O único exemplo concreto disso na história, porém, é a Samsung, que chegou a projetar e cosntruir carros no fim da década de 1990. A divisão fechou pouco após o início das operações em razão da crise dos Tigres Asiáticos e foi comprada pela Renault em 2000. A montadora francesa chegou a vender alguns dos modelos projetados pela Samsung sob o nome Renault-Samsung, como o utilitário SM5.

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Lucas Berredo

Lucas Berredo é redator(a) no Olhar Digital

Nick Ellis
Nick Ellis

Nick Ellis foi editor de produtos e reviews do Olhar Digital de 2021 a 2023. Também atuou como editor de veículos e tecnologia do OD, com foco nos mais avançados carros elétricos.

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