Uma onda de vandalismo vem atingindo a rede de carregadores rápidos da Tesla (conhecida como Supercharger) nos Estados Unidos. Como consequência básica, ocorre a diminuição de ofertas de meios para o motorista americano carregar seu veículo da marca.

Apesar de poder fazer uso de carregadores de terceiros por meio de adaptadores, o revés principal para a pessoa também é não poder ter acesso a um carregamento que oferece um formato mais dedicado aos carros elétricos da montadora. A rede Supercharger é uma das principais apostas da Tesla para o mercado EV, com direito a planos e movimentos da empresa de liberação das estações para outras marcas.

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De acordo com a Tesla, sua rede de carregadores Supercharger pode oferecer velocidades de carregamento como cerca de 322 km em 15 minutos para um carro Model S. Enquanto isso, nesse mesmo intervalo de tempo, um Model X ou um Model 3 adquirem por volta de 281 km – e o Model Y, 261 km.

Cabos de carregadores com recheio de cobre

Ao que tudo indica, a respeito da onda de vandalismo, os vândalos visam especificamente os carregadores Supercharger da Tesla. Isso porque há vários relatos dessas estações ficando sem cabos nas últimas semanas e, de acordo com técnicos de serviço, muitos deles viram seus cabos serem cortados mais de uma vez.

Há poucos dias, uma filiada da Fox trouxe que cabos de uma estação de carregamento da Tesla em Cincinnati (cidade do estado americano de Ohio) foram cortados duas vezes em uma semana. Aaron Cunningham, proprietário de uma locadora de veículos (principalmente da Tesla) disse que, em sua cidade, “é mais provável que seja um ladrão de cobre tentando ganhar dinheiro rápido com o cabeamento”.

Esse tipo de roubo de cabos por causa do cobre faz sentido, inclusive como podemos ver aqui no Brasil. Por exemplo, no mês passado, São Paulo teve alta de 91% de casos de vandalismo ou furto de fios de semáforos. Basicamente em virtude da venda do cobre no mercado informal e por conta da alta crise socioeconômica. Em dois anos, a população em situação de rua na capital paulista cresceu 31% e ultrapassou 31 mil pessoas.

Algo pessoal com a Tesla

Mas Cunningham acredita que, na Califórnia (onde casos de depredação semelhantes na rede Supercharger foram observados também em fevereiro deste ano), parece ser mais ato de vandalismo. “Eles não cortaram o cabo inteiro como você faria se vendesse o cobre. Eles cortaram bem no centro, provavelmente porque simplesmente não gostam da Tesla”.

Posts recentes no Twitter também mostram esse “corte” parcial dos cabos nos atos de vandalismo. Enquanto um primeiro usuário da rede social mostra cenas de estações de carregamento vandalizadas na cidade de Oakland, Califórnia, o perfil da empresa de Cunningham mostra outro em resposta.

Dentre as observações que são feitas, há a de que as ocorrências geralmente são em locais onde não há câmeras de segurança. De qualquer forma, o que deixa tudo um pouco mais curioso é que não há relatos (pelo menos não tão recorrentes) de estações de carregamento de outros fornecedores com cabos cortados.

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