As vendas da Tesla tiveram uma queda de 18% no segundo trimestre de 2022 em comparação aos três primeiros meses do ano. Foram entregues 254.695 veículos, ante 310.048 no trimestre inicial. Os dados foram divulgados no sábado (2) pela montadora americana.

Com a notícia, chega ao fim uma sequência de quase dois anos de entregas trimestrais recorde para a empresa de Elon Musk. O recuo nas vendas pode ser atribuído às longas paralisações na gigafábrica de Xangai — a maior da companhia — devido ao aumento de casos de Covid-19 na China.

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De acordo com a Tesla, os veículos Model 3 e Model Y representam 238.533 (93,7%) das vendas no segundo trimestre, enquanto 16.162 (6,3%) foram para o Model S e o Model X. Do ponto de vista da produção, a montadora afirma ter construído 258.580 unidades.

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Com capacidade de produção para 250 mil carros por ano, a fábrica da Tesla em Xangai vem sendo crucial para o ritmo frenético das vendas da montadora e sua aparente invulnerabilidade durante a pandemia. No entanto, a planta na China se encontra presa, nos últimos meses, em um ciclo de aberturas e fechamentos devido à rígida política de lockdown no país.

Somente em 2022, a Tesla fechou a gigafábrica duas vezes: uma em março, por cerca de dois dias, e outra em abril. A paralisação da unidade — que possui em torno de 2 mil trabalhadores — ocorreu em função do aumento de casos de Covid-19 na cidade. Em Xangai, são fabricados o Model 3 e o Model Y.  

Para recuperar o ritmo de vendas de trimestres anteriores, a Tesla agora conta com sua primeira planta na Europa, em Berlim (Alemanha), e a grande fábrica em Austin, no Texas (EUA), que deve produzir, além do Model 3 e do Y, a caminhonete elétrica Cybertruck e o caminhão Semi.

Recentemente, Musk descreveu as duas fábricas como “gigantes fornos de dinheiro perdendo bilhões de dólares”. O empresário se refere na frase às frequentes restrições de produção provocadas pela crise dos semicondutores.

Crédito da imagem principal: George Monie/Shutterstock

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