“Não existe almoço grátis”, já diz o dito popular. Junto à notícia de que a Tesla planeja abrir a sua rede de carregadores para carros elétricos de outras marcas ainda em 2021, veio também a confirmação (não surpreendente) de que o preço será mais alto para esses veículos. A informação foi divulgada pelo CEO da empresa, Elon Musk, em meio à teleconferência de resultados do segundo trimestre da montadora realizada nessa última segunda-feira (26).

Durante a reunião, o vice-presidente sênior de engenharia de energia, Drew Baglino, apontou que a abertura da rede Supercharger para outros veículos elétricos tem seus benefícios para a Tesla. “Aumentar a utilização da rede realmente reduz nossos custos, o que nos permite diminuir os preços de cobrança para todos os clientes”, explicou.

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Musk respondeu ao assunto, dizendo que “proprietários de não-Teslas” ainda precisarão usar o aplicativo da marca para localizar uma estação de carregamento e, em seguida, solicitar o ligamento do totem. No entanto, os veículos da montadora usam um plugue próprio, ao contrário da maioria dos outros EVs que faze uso do padrão CCS. Logo, o CEO sugeriu que os estabelecimentos podem fornecer adaptadores, o que seria um anúncio bem-vindo. Porém, há outro problema…

Três carros da Tesla sendo carregados
Tesla vai disponibilizar sua rede de carregadores para carros de outras marcas. Imagem: Tesla/Divulgação

Nem todos os EVs podem carregar tão rapidamente quanto um Tesla. Ou seja, quanto mais tempo um veículo elétrico permanece conectado ao totem carregando, mais será cobrado. Mesmo assim, Musk acrescentou que o valor acrescentado seria pequeno e que a empresa trabalha para poder ajustar os preços visando ser “mais inteligente na forma como cobra pela eletricidade”.

A rede Supercharger da Tesla oferece cobertura superior nos Estados Unidos (EUA) e no mundo em comparação com qualquer empresa de carregamento rival atualmente. Ao todo, a montadora disponibiliza mais de 2.500 estações de carregamentos, com mais de 25.000 compressores, em países da América do Norte, Ásia, Europa e Oriente Médio.

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Fonte: CNET

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