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A Boeing suspendeu o lançamento da espaçonave CST-100 Starliner, que estava originalmente programado para as 15h53 desta sexta-feira. O motivo foi um incidente na Estação Espacial Internacional, causado pelo disparo inesperado dos propulsores do módulo russo Nauka após ele ser acoplado à estrutura. Uma coletiva de imprensa com mais informações será realizada às 17h30, horário de Brasília.
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As datas de backup para a missão OFT-2 (Orbital Flight Test-2) são terça-feira (3 de agosto) às 14h20 e quarta-feira (4 de agosto) às 14h40, mas no momento não é possível afirmar se elas serão ou não utilizadas. O foguete continua de prontidão no complexo de Lançamento 41 na Estação da Força Espacial dos EUA em Cabo Canaveral na Flórida, EUA.

No cronograma original, a Starliner iria se acoplar à Estação Espacial Internacional 16h06 deste sábado (31). Mas a escotilha da cápsula só seria aberta 18 horas depois, às 10h35 de domingo (1º de agosto), quando os astronautas a bordo da estação entrariam na espaçonave para uma inspeção.
A missão é crucial para o desenvolvimento da Starliner. Um teste anterior (OFT-1) em dezembro de 2019 fracassou após uma falha impedir que a espaçonave realizasse a manobra necessária para atingir uma órbita compatível com a da ISS. Desde então a Boeing realizou, a pedido da Nasa, mais de 80 modificações no veículo, para corrigir os erros encontrados e evitar problemas potenciais em missões futuras.
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A falha da Boeing abriu espaço para a SpaceX vencer a corrida no programa de tripulação comercial (Commerical Crew Program) da Nasa, enviando astronautas ao espaço pela primeira vez na missão Demo-2 em maio de 2020, seguida de missões operacionais (Crew-1 e Crew-2) em novembro de 2020 e abril de 2021, respectivamente.
Se a OFT-2 tiver sucesso, a Nasa e a Boeing irão “procurar oportunidades no final deste ano para voar a primeira missão tripulada da Starliner à Estação Espacial”, disse a Agência Espacial Norte-Americana.
A missão será chamada Crew Flight Test e terá como tripulantes três astronautas veteranos da Nasa: Barry “Butch” Wilmore, Nicole Mann e Mike Fincke. Segundo a Nasa a tripulação ficará no espaço por “vários meses”, mas a agência não especificou se será um período completo de seis meses ou algo mais curto, como a duração de dois meses da Demo-2 da SpaceX.
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