A reabertura da economia no Hemisfério Norte está chegando junto com o inverno, que por lá também é conhecido como a “temporada da gripe”. Contudo, as tecnologias que permitiram desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 estão aumentando a expectativa de vacinas melhores contra a gripe comum.

Hoje, as vacinas disponíveis contra a gripe sazonal têm taxas de eficiência que variam entre 40% e 70%. Os imunizantes usam cepas de vírus inativados para ativar a imunidade nas pessoas vacinadas, porém, como o vírus muda rapidamente, alguns problemas podem surgir.

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Cepas dominantes

É comum que o vírus usado no desenvolvimento de uma vacina não seja mais dominante no momento da campanha de vacinação. Imagem: MedstockPhotos – shutterstock

Os vírus usados nas vacinas precisam ser preparados com bastante antecedência. Isso pode fazer com que as campanhas de vacinação sejam realizadas em um momento em que a cepa inativada já não seja mais a dominante em um determinado local.

Porém, alguns laboratórios estão tentando usar as mesmas tecnologias que permitiram as vacinas de RNA contra a Covid-19, como as vacinas da Pfizer e da Moderna, para desenvolver vacinas melhores contra a gripe comum.

Esta é uma oportunidade de lucro bastante interessante para as gigantes farmacêuticas, já que a gripe é uma doença que está sempre por aí e necessita de uma vacinação anual. Empresas como Pfizer, Moderna e Sanofi já anunciaram que estão testando vacinas contra a gripe com mRNA.

Vacinas da gripe de mRNA

Ao usar a tecnologia do mRNA, ou RNA mensageiro, caso uma cepa do vírus da gripe, o Influenza, as fabricantes de vacinas conseguem dar uma resposta muito mais rápida e eficaz. Com isso, é possível mudar mais rápido as cepas usadas nos imunizantes.

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Usando esse expediente, é possível desenvolver uma vacina da gripe que tenha até 95% de eficácia, de acordo com o analista da Bryan, Garnier & Co, Jean-Jacques Le Fur. Mas apesar de ter funcionado contra a Covid-19, a tecnologia do mRNA pode ter alguns problemas ao ser transposta para a gripe.

Uma delas é a logística, as vacinas atuais contra a gripe podem ser armazenadas em refrigeradores comuns, que qualquer posto de saúde tem. Já as vacinas de mRNA precisam de temperaturas extremamente baixas para não estragarem rapidamente.

Via: Medical Xpress

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