O Ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido mundialmente pelo nome comercial dado pela farmacêutica Bayer: Aspirina, é um dos medicamentos mais usados no mundo para tratamento de dor, febre e inflamações. Porém, um uso, digamos, menos comum do medicamento é a prevenção de coágulos sanguíneos.

Porém, uma nova pesquisa comandada por cientistas do Centenary Institute, em Sydney, na Austrália, mostrou que medicamentos à base de AAS podem tornar infecções urinárias mais graves. Esse tipo de infecção está entre os mais comuns do mundo e, no geral, não são muito preocupantes.

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Porém, em alguns casos raros, podem progredir para uma condição chamada septicemia, também conhecida como sepse. Nesses casos, o corpo responde de forma “exagerada” a infecções virais, fúngicas ou bacterianas, o que pode levar a internações e, em alguns casos, à morte.

Pesquisas com peixe-zebra

Peixe-zebra na mão de um pesquisador
Peixe-zebra é comumente usado em estudos sobre os efeitos de medicamentos. Crédito: Ffish.asia/CC BY 4.0

Em pessoas mais velhas, problemas de coagulação são mais comuns. Para prevenir esses problemas, é normal que o AAS seja receitado. Porém, a nova pesquisa mostra que o risco de desenvolvimento de infecções urinárias pode ser maior do que condições que requerem tratamento anticoagulante.

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Pesquisas realizadas com um peixe-zebra mostraram que o AAS aumentou bastante a gravidade das infecções urinárias. Este peixe é comumente usado em estudos por compartilhar pelo menos 70% dos genes que os seres humanos possuem.

Além disso, 84% dos genes humanos associados às doenças têm uma contraparte no peixe-zebra. Por conta disso, esse peixe se torna perfeito para estudos sobre efeitos de medicamentos. Usando esse modelo, eles descobriram que o AAS facilita a sepse para algumas infecções urinárias.

AAS piorou infecções

Entre essas infecções, está a da bactéria Escherichia coli uropatogênica (Upec), que é uma bactéria que infecta primeiro o sistema urinário. Usando o peixe-zebra, os pesquisadores conseguiram modelar a evolução da Upec para a fase de sepse.

Segundo os médicos, os medicamentos à base de AAS reduziram a sobrevivência do peixe-zebra, além de facilitar o aumento da carga bacteriana das Upec. Para os pesquisadores, isso aconteceu porque o AAS evitou a coagulação natural, o que teria ajudado a conter as bactérias no sangue.

Via: Medical Xpress

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