Enquanto aguarda a aprovação ambiental por parte da autoridade de aviação civil dos EUA (a FAA), a SpaceX mais uma vez ligou os motores da Starship SN20, fazendo a nave orbital passar – com sucesso – por mais um teste de disparo estático.

Esse tipo de teste envolve todo o processo de abastecimento e ignição do veículo, exceto a decolagem. A grosso modo, o acionamento dos motores acontece normalmente, mas o foguete não sai do chão.

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A Starship SN20 (Serial Number 20) é o protótipo mais avançado da espaçonave da empresa de Elon Musk. É ela que deve executar o primeiro voo orbital em caráter de teste da linha Starship, a fim de assegurar que o veículo cumpra aquilo que sempre prometeu: conduzir viagens até o espaço e retornar em segurança à Terra.

Musk, inclusive, vinha antecipando a vontade de executar esse teste desde pelo menos junho deste ano. Entretanto, complicações relacionadas a licenças ambientais acabaram adiando o processo. Finalmente prometendo um lançamento “até o fim de 2021” e, depois, “entre janeiro e fevereiro de 2022”, a SpaceX se viu forçada a adiar a ocasião mais uma vez, para pelo menos abril, por causa de atrasos processuais na Administração Federal de Aviação dos EUA.

O teste mais recente pode ter envolvido todos os seis propulsores Raptor acoplados à Starship, embora a SpaceX ainda não tenha confirmado os detalhes técnicos. Por ora, a empresa vem mantendo o silêncio, então ainda não haja informações sobre quantificações de força ou outros detalhes numéricos. Vale lembrar que, em novembro deste ano, a Starship SN20 passou por um teste de disparo estático anterior, confirmadamente com os seis motores Raptor acionados.

O “sistema” Starship consiste de dois itens – ambos com intenção de serem totalmente reutilizáveis: o massivo foguete Super Heavy e a nave orbital que dá nome ao projeto. A ideia é desenvolver um sistema de transporte de cargas – tripulação e/ou recursos – para a Lua, Marte e além.

Protótipos anteriores da Starship já voaram e pousaram (e explodiram) antes, mas nunca em caráter orbital: o voo mais alto foi a aproximadamente 10 quilômetros (km) de altura. Mais além, todos os lançamentos anteriores foram feitos com menos propulsores Raptor (em média, três motores de seis acoplados foram acionados) e nenhum deles foi acompanhado do Super Heavy.

A SpaceX indica que tudo o que falta para a execução do primeiro teste completo está no lado da FAA, e que, após a realização do primeiro teste, todos os outros poderão ser conduzidos em rápida sequência. No caso da SN20, o Super Heavy a levará até a órbita e cairá no Golfo do México minutos depois do lançamento, enquanto a nave em si seguirá ao espaço e retornará em queda no mar próximo à ilha de Kauai, no Havaí.

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