O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na manhã desta sexta-feira (15) que o sucesso da reabertura da economia depende da ampla adoção do passaporte de vacinas. A entidade também diz que não devemos abandonar o uso de máscaras por enquanto.

Na visão dos pesquisadores, em um cenário onde menos de 60% da população está com o esquema vacinal completo, é fundamental que o passaporte de vacinas seja uma política nacional. O objetivo seria estimular a população a se vacinar, o que aumenta a proteção coletiva.

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Máscaras ficam

Para a Fiocruz, ainda não é o momento de abolir a obrigatoriedade do uso de máscaras. Créditos: Shutterstock

A Fiocruz também defende a manutenção das chamadas medidas não farmacológicas. Entre elas estão a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, a disponibilização de insumos para higiene das mãos e o distanciamento físico e social.

A combinação de passaporte de vacinas com máscaras, higiene e distanciamento é descrita como importante para garantir o sucesso na retomada das atividades. A Fiocruz também recomenda a readequação de ambientes como bares e restaurantes, com melhorias das condições de ventilação.

Medidas parecidas com as recomendadas pela entidade foram adotadas em alguns países, com destaque para Singapura. Nesses locais, a vacinação foi a principal estratégia de enfrentamento à pandemia, mas não a única.

Um exemplo asiático

Em Singapura, por exemplo, mesmo com 83% da população já tendo o esquema vacinal completo, o governo restabeleceu medidas restritivas e de distanciamento físico e social. Isso ocorreu após um risco de saturação do sistema hospitalar do país em setembro.

Atualmente, o país asiático tem revisado constantemente as restrições e realizado uma série de ajustes, que variam de acordo com a evolução da situação epidemiológica. Hoje, é possível que limitações alfandegárias, uso de máscaras e distanciamento social sejam mantidos até 2024.

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No Brasil, muitas cidades têm adotado medidas consideradas como precipitadas no relaxamento das regras. Um exemplo disso é Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que aboliu a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, mesmo com menos de 50% da população totalmente vacinada.

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