A fusão entre o WearOS e o Tizen foi anunciada pela Google e pela Samsung na tarde desta terça-feira (18), durante o evento Google I/O 2021, realizado anualmente pela big tech norte-americana. Os wearables (dispositivos vestíveis, em tradução livre) receberam atualização em três áreas principais, a começar pela plataforma unificada.

Segundo Sammer Samat, vice-presidente de produtos da Google, o trabalho entre as duas companhias foca, na melhor autonomia da bateria, performance e facilidade para que desenvolvedores façam aplicativos para os relógios inteligentes. “Segundo, uma nova experiência para o consumidor, incluindo atualizações nos apps da Google e, terceiro, um serviço de classe mundial para saúde e fitness”, disse Samat.

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A fusão entre os sistemas operacionais em uma plataforma unificada promete melhor desempenho e maior autonomia de bateria. Esse último ponto fazia parte da principal reclamação dos consumidores. Para resolver o problema, as companhias usaram as vantagens de núcleos menores e de menor consumo para que os wearables acompanhem as atividades dia e noite com a bateria sobrando para o dia seguinte.

Juntos, eles garantem também aplicativos funcionando com 30% mais velocidade e transições animadas mais sutis. Além disso, a plataforma conjunta do WearOS com o Tizen ficará disponível para dispositivos de outros fabricantes.

“O que significa que os desenvolvedores podem criar aplicativos para milhões de consumidores em todo o mundo disponíveis na Google Playstore”, acrescentou Samat.

Os wearables também receberam atualização no sistema de navegação, com novos atalhes que facilitam alternar entre os aplicativos. E widgets vão deixar os relógios mais customizáveis para os usuários. “É uma coisa simples para uma experiência mais fluida e útil”, disse Björn Kilburn, diretor de gestão de produtos da Google.

Animation shows how a double press on the watch’s side button enables switching to a recent app.
O sistema dos relógios inteligentes vai permitir que os usuários administrem melhor as tarefas no dispositivo. Imagem: Google/Divulgação

Outro ponto elucidado por Kilburn é a atualização no designs de aplicativos da própria empresa no WearOS, como a navegação curva a curva no Maps, Google Pay e o download de músicas do catálogo do YouTube Music para uso offline.

Por fim, Björn Kilburn anunciou a integração de recursos dos aparelhos da Fitbit, membro da família Google, com o WearOS. “Saúde e fitness são essenciais para esses dispositivos e a Fitbit oferece um serviço de classe mundial”, completou o diretor.

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